Prefeitos dos Municípios de Mauá de Mongaguá PSDB estão presos

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O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Maurício Kato, decidiu manter presos, por tempo indeterminado, os prefeitos de Mauá, Átila Jacomussi (PSDB), e de Mongaguá, Artur Prócida (PSDB), alvos da Operação Prato Feito, que mira desvios na merenda escolar. Eles estavam presos provisoriamente – prazo de cinco dias prorrogáveis -, e, com as determinações, passam a ser encarcerados preventivamente.

Na casa de Prócida, a Polícia Federal encontrou os montantes de R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763 em dinheiro vivo. Ele foi preso em flagrante por crime de lavagem de dinheiro.

Já em Mauá, onde os federais fizeram dois flagrantes, Jacomussi foi flagrado com R$ 87 mil em dinheiro vivo e seu secretário de Governo, João Gaspar (PRP), com R$ 588.417.

A Operação Prato Feito foi deflagrada nesta quarta-feira, 9, investiga 65 contratos suspeitos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão, em 30 cidades de São Paulo – entre elas, a capital.

A PF pediu a prisão de 62 investigados, mas a Justiça Federal autorizou apenas buscas. Os dois prefeitos foram encarcerados em flagrante.

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A assessoria de Atila Jacomussi publicou a seguinte nota: “Informamos que a prisão do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, foi decretada na noite desta sexta-feira (11/5), em decisão proferida pelo desembargador do TRF da 3ª Região, Dr. Maurício Kato, permanecendo no exercício de seu cargo público e com manutenção de todos os seus direitos políticos. A defesa de Atila impetrará habeas corpus perante o STJ (Superior Tribunal de Justiça), visto que a decisão carece de motivação válida, argumentos idôneos e necessidade. Aliás, reforçamos que se fez demonstração hábil de que todos os valores encontrados em sua residência tem lastro, origem lícita e são oriundos de salários, alugueres e saques de pensão. Diga-se ainda que na operação deflagrada não há citação de qualquer envolvimento do prefeito Atila Jacomussi em ilicitude ou atos de improbidade. O prefeito Atila reforça que acredita na Justiça, continua a colaborar com as investigações e que nada tem a esconder”.

A reportagem está tentando contato com a Prefeitura de Mongaguá. O espaço está aberto para manifestação. (O estadão).

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