Marcos da Luz luta contra demissões de funcionários da MGS

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Fabriciano – Acompanhado por uma comissão de funcionários da Unidade de Atendimento Integrado (UAI), o vereador Marcos da Luz (PT) reuniu-se nesta quinta-11, com o procurador regional do Trabalho, Adolfo Jacob, oportunidade na qual pugnou contra a demissão de funcionários da MGS (Minas Gerais Administração e Serviços) que atuavam na UAI de Coronel Fabriciano, solicitando a realocação dos mesmos em outros órgãos do Estado no município ou na região.

MARCOS DA LUZ COM O PROCURADOR GERAL DO TRABALHO, ADOLFO JACOB

Na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal, no último dia 05, o Superintendente de Gestão das UAI’s, Itaner Debossan, comunicou a redução de pessoal na UAI de Coronel Fabriciano, com a demissão de nove servidores da MGS – empresa pública da administração indireta -, sob o argumento da situação fiscal do Estado.

Na opinião do vereador Marcos da Luz, a dispensa do pessoal sobrecarregará os demais funcionários, prejudicando a qualidade e a agilidade do atendimento à população. “Na verdade, trata-se de uma política entreguista e privatista do governo Zema, que não leva em consideração o lado social e os interesses do povo, mas apenas a questão econômica. São pais de família que estão perdendo o seu emprego, sem nenhuma perspectiva”, denunciou.

Os nove funcionários, alguns com mais de 10 anos de serviços prestados, outros em vias de se aposentar, sendo todos concursados, porém, no regime Celetista, foram colocados em disponibilidade pela superintendência das UAI’s e estão aguardando um posicionamento da MGS. A ameaça do desemprego é iminente, como ocorreu em Belo Horizonte com os trabalhadores da MGS que prestavam serviços nas unidades da UAI do Barro Preto e da Praça Sete.

“Ante a natureza dos interesses individuais indisponíveis, nós estamos lutando em defesa do emprego e requeremos a mediação do Ministério Público do Trabalho, buscando evitar a demissão desses nove funcionários da MGS que atuavam na nossa UAI de Fabriciano, com a análise da possibilidade de serem realocados em outros órgãos do Governo do Estado no próprio município ou na região do Vale do Aço”, enfatizou Da Luz.

Na peça jurídica entregue ao Ministério Público do Trabalho o parlamentar invoca a aplicação da Súmula 57 do TRT-MG da 3ª Região, que incube à MGS o ônus de provar os motivos alegados para a dispensa e, inclusive, se for o caso, provar a impossibilidade da realocação profissional. A audiência de mediação com os representantes das partes foi agendada para o próximo dia 24, às 12 horas, no MPT, que funciona na rua Itaparica, nº 1375, no bairro Giovanini.

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