NA ALEGRIA DE SER CRIANÇA

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Na madrugada deste dia 12 de outubro, eu me concentrei nas reflexões sobre a Mãe querida, Nossa Senhora Aparecida, cujos 300 anos de sua aparição celebramos. É uma devoção forte e querida, à mãe de Deus e nossa, que me veio da minha amada mamãe, hoje no céu, com certeza festejando-a. E há outra data, também sempre celebrada neste dia, o Dia das Crianças, que coisa boa! Vamos a elas e também à criança que existe dentro de você e que deve sempre ter vez. Sejamos naturais e espontâneos, alegres, confiantes, isto é muito importante para não desanimarmos em nossa caminhada. A alegria e a confiança tão próprias da criança são molas que nos impulsionam a sempre prosseguir, pois Deus nos fez para a felicidade, é como ele nos quer: felizes.

Neste contexto, trago parte de uma crônica que escrevi e que, dentre outras, compõe o livro Isso, aquilo e mais um pouco, págs. 141 – 142, lançado em 2004.  Na época em que a escrevi, 1985, os meus queridos filhos, hoje homens feitos, Gelmar, Juliano e Allan, ainda eram bem pequeninos; hoje o Juliano tem até a filhinha Gabrielly, de seis anos, nossa alegria. Por meio dela, esta homenagem a todas as crianças, hoje.

“Dois balões na imensidão dos céus”, é como intitulei aquela crônica, então publicada inicialmente no jornal em que trabalhei durante anos, O Vale do Aço, do querido e saudoso Celso Magalhães. Ei-la:

Os balões a que estou me referindo são balões de verdade mesmo, aqueles lindos balões de gás tão queridos das crianças e que, na maioria das vezes, têm desenhos e formatos de bichinhos, ficando assim mais encantadores ainda. O caso dos dois balões na imensidão dos céus me veio à baila, agora, devido ao que aconteceu na tarde do sábado passado, no dia mesmo das crianças, lá no parque instalado em Acesita [Timóteo], por ocasião do aniversário da empresa siderúrgica, e que mais parece um reino de alegria e fantasia, enquanto a criança que vive em mim se divertia levando a também se divertir, naquele ambiente aconchegante, os meus três “gatinhos”, Gelmar, Juliano e Allan.

Imaginem vocês, amigos, como me diverti quando os dois maiores, de seis e de cinco anos (Allan tinha apenas três aninhos], insistiam em que desejavam balões de gás e que queriam soltá-los. Um desejo de muito tempo atrás, agora realizado. Apenas uns três ou cinco minutos ficaram os balões em suas mãozinhas e, logo logo, eles e os que por perto estavam comigo presenciávamos os dois lindos balões coloridos e enormes escalando as alturas, até que não mais pudemos vê-los. E até o “tchau” nós demos… Foi uma cena engraçada, bonita, porém mais bonito foi o sorriso estampado em cada rostinho por terem realizado um sonho, soltar o balão e vê-lo subir, subir…

Realização de um sonho… e ninguém melhor que as crianças para fazerem isto, para sonhar ou fantasiar a vida que às vezes se nos apresenta por duras realidades (…).

Você conseguiu visualizar a alegria desta mamãe coruja e dos pequeninos? Também deve ter imaginado um parque repleto de pessoas alegres, vendo-me naquela brincadeira com os pequenos. E foi assim mesmo. É essa alegria sentida por eles naquele momento feliz que desejo aos três e à netinha Gabrielly e a todas as crianças hoje. Também alegrias a você que, certamente neste dia, tem mais chances de extravasar a sua alegria interior, por meio de brincadeiras com os seus parentes em casa, ou alegrando o Dia das Crianças em determinados projetos sociais, como sei, muitos o fazem , e isto é maravilhoso!

Quantas vezes as crianças de hoje querem brincar com os pais, e eles não encontram tempo, que pena! É muito bom poder sair com elas para o Shopping, tomar um sorvete, ir a um cinema ou circo, fazer um programa em que todos se divirtam, especialmente elas. Quem sabe um piquenique em um parque, piscina ou brincando em seu condomínio mesmo, na sua rua…? E aqui me reporto ao meu espaço, hoje, quando de vez em quando desço de meu apartamento para ir brincar com as crianças. “Vamos brincar na casinha de bonecas”, perguntaram-me na primeira vez, já há uns cinco anos. “Sim, vamos fazer um batizado de bonecas, e tragam um lanchinho para fazermos a festa depois!” Elas riram com a  ideia, como se fosse coisa impossível de um adulto com aquela proposta. E na hora marcada, lá estavam diversas crianças com bonecas de tudo quanto é tipo. Curiosos, os meninos queriam participar e eu os coloquei no papel de padre, sacristão, de padrinho… E um me perguntou se podia batizar o bonequinho dele? Aqueles tais homenzinhos com que brincam.  Daí a pouco, batizamos não apenas bonecas e homenzinhos, mas também ursinhos e outros bichinhos de pelúcia, foi uma festa.

Maior alegria ainda, quando depois propus brincadeiras de minha infância, com Roda, Ofício, Barra Manteiga, Boca de Forno, entre outras. De vez em quando repetimos isso, além de juntos brincarmos na piscina, e que delícia! Não sei se elas ou se eu mesma sou a mais privilegiada. Mas que elas gostam, isso gostam. Resultado é que aproximamo-nos uns dos outros, e ao me verem correm a abraçar e a receber um abraço.

Cada um de nós pode continuar a ser criança e a ajudar às de hoje se sentirem mais crianças ainda, com a brincadeira que você imaginar possa alegrá-las, pois ser criança é direito delas, também o seu de junto festejar este e outros dias.

12 out. 2017

Margarida Drumond é professora, jornalista e escritora de vários livros, dentre eles os dois de crônicas – Não dá pra esquecer e Isso, aquilo e mais um pouco.

Contatos:61)99252-5916 [email protected] www.margaridadrumond.com

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