Controle de bactéria garante certificação especial a funcionários do Hospital Municipal de Ipatinga

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 Servidores do Hospital Municipal receberam o Certificado Interno de Controle de Excelência de Infecção

 O combate quase total de uma bactéria multirresistente que circulava nos leitos do Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), em Ipatinga, foi motivo de muita comemoração por parte da Secretaria de Saúde. Como reconhecimento à eficiência do trabalho, na última quinta-feira (11) foi entregue às equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e do bloco de emergência um Certificado Interno de Controle de Excelência de Infecção. O documento é uma forma de parabenizar todos os envolvidos no projeto pelo esforço empenhado no combate do microorganismo.  

 O projeto foi desenvolvido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da unidade e começou a ser executado em agosto do ano passado. A médica infectologista Carmelinda Lobato disse que os trabalhos realizados garantiram 90% da eliminação da bactéria Stenotrophomonas maltophilia, sem a necessidade do fechamento dos leitos e tampouco a paralisação dos serviços prestados à comunidade.

“Essa bactéria circulava no Hospital Eliane Martins sem controle adequado, causando infecções hospitalares de difícil controle que requeriam o uso de antibióticos, gerando um alto custo para a unidade. Mas o principal dano era causado aos pacientes, que permaneciam internados por um tempo maior”, explicou a médica.

A secretária de Saúde, Érica Dias, ressalta que “garantir uma conquista de tamanho significado, diante dos recursos escassos, devido à dívida gigantesca do Estado com o município na área, que já soma mais de R$ 90 milhões, é realmente motivo de imensa alegria”.

“Um projeto pensado e desenvolvido pelos servidores da casa, a zero custo para a Secretaria, e que trouxe tantos bônus para a comunidade, é algo de muito orgulho para nossa pasta. Sem contar que haverá uma redução de gastos para o município, que certamente terá custos reduzidos com remédios e também com a permanência de pacientes internados por tempo prolongado na unidade”, acrescentou a secretária.

    Plano de ação

Ao verificar a ocorrência sem controle desta bactéria dentro do hospital, a equipe do Controle de Infecção estruturou um plano de ação para intensificar medidas-padrões de combate à bactéria, antes que os casos se intensificassem.

De acordo com Carmelinda Lobato, o plano teve algumas etapas. A primeira foi isolar todos os pacientes infectados em um local adequado.

Outra ação desenvolvida foi dobrar a frequência da limpeza da UTI. Antes, os leitos e toda a estrutura da unidade recebiam limpeza uma vez por dia. E ela passou a ser realizada por quatro vezes ao dia.

Além dessas medidas, a equipe da UTI e do Box de Emergência receberam ainda mais informações sobre medidas de higiene para evitar o contágio da bactéria. “Orientamos todas as pessoas que estavam em contato com os pacientes a sempre usar luva, avental, lavar as mãos, e também fazer o uso do álcool em gel. São medidas-padrões, aprovadas por órgãos do Ministério da Saúde, que foram intensificadas”, completa.

A infectologista enfatiza que com a redução de mais de 90% da circulação da bactéria no hospital, quem mais ganha são os pacientes, que estão cada vez mais seguros dentro da unidade hospitalar.

“Os usuários agora não estão correndo tanto risco de serem infectados. Esse trabalho intenso, que foi feito pelos profissionais do HMEM, traz uma melhora significativa na qualidade da assistência, além da redução dos custos do hospital”, observa.

 Bactéria

Stenotrophomonas maltophilia é uma bactéria resistente a vários antibióticos. Ao longo dos últimos dez anos, ela tem sido cada vez mais encontrada nos pulmões de pessoas com fibrose cística.

A infecção crônica por Stenotrophomonas maltophilia tem sido relacionada às infecções pulmonares. No entanto, até o momento não está claro se as pessoas com fibrose cística devem receber o tratamento para essa bactéria quando ela está presente em seus pulmões.

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