EXPLOSÃO: Observatório de Brasília registrou tremor de 1,8 graus em Ipatinga. 34 feridos

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Gasômetro da Usiminas explode em Ipatinga e área próxima é evacuada. Observatório de Brasília registrou tremor de 1,8 graus

34 operários estão hospitalizados com intoxicação pelo gás, mas não correm risco de morrer, segundo o Comando dos Bombeiros do 11º Batalhão de Ipatinga

A Usiminas divulgou a seguinte nota oficial:

“A Usiminas informa que registrou uma explosão em um gasômetro da Usina de Ipatinga. Até o momento, não há registro de vítimas e toda a área de risco da Usina foi evacuada. A equipe de brigadistas da empresa está atuando no local e a canalização de gás já foi bloqueada, não havendo vazamento”.

PRESIDENE DA USIMINAS, SÉRGIO LEITE, COM BOMBEIROS E DIRETORES.

EXPLOSÃO

A explosão, no começo desta tarde, foi ouvida em muitos bairros e fez a usina ser evacuada em Ipatinga, a 508 km de M. Claros, no Vale do Aço. Há possíveis feridos na explosão de um dos gasômetros, não o maior, na área da aciaria, local em que o ferro é convertido em aço.

RETIROU

O Corpo de Bombeiros soltou comunicado aos hospitais regionais colocar leitos em condições de receber possíveis vítimas. A PM retirou alunos das escolas próximas.

FERIDOS

Por volta das 14h30m, os bombeiros admitiram 25 feridos na explosão do gasômetro. Não há feridos em estado grave, nem mortos – disse fonte da empresa.

TREMOR

A explosão ocorreu exatamente às 12h33m, quando o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília registrou um tremor equivalente a 1,8 graus. Embora a explosão tenha sido acima da terra, o tremor repercute nos equipamentos de precisão usados para medir a intensidade de terremotos.

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    O prefeito Nardyello Rocha se mobilizou imediatamente, juntamente com toda a equipe de apoio da Secretaria de Segurança e Convivência Cidadã (Sescon), na tarde desta sexta-feira (10), após a explosão de grande impacto na área do gasômetro da Usiminas, que deixou sobressaltada toda a comunidade local. As causas do acidente ainda são desconhecidas e, tanto quanto tomar conhecimento sobre o real estado das vítimas, o governo municipal se ocupou de monitorar as condições de ar em diversas regiões no entorno da Usiminas, constatando através de aparelhagem técnica que não havia qualquer sinal de contaminação no ambiente dos núcleos residenciais vizinhos.

    Ao se dirigir à  dirigiu logo em seguida para o pronto socorro do Hospital Márcio Cunha. Ali, juntamente com diretores da unidade e médicos de plantão, pode conversar com várias das pessoas que estavam sendo atendidas. Várias pessoas atendidas, após avaliações médicas, já haviam sido liberadas.

    A notícia recebida foi de que não teria havido nenhuma morte. Trinta pessoas foram socorridas e internadas, mas Nardyellofalou com várias delas enquanto estavam em observação nos leitos do hospital, sem que nenhuma apresentasse quadro grave. Um dos pacientes disse que estava a apenas 30 metros do ponto da explosão e, ironicamente, considerou que foi ela que contribuiu para salvar a vida de todos. “O fogo consumiu o gás, que poderia ter sido fatal para os trabalhadores que atuavam junto ao tanque, no solo e em relativa altura”, disse ele. Ainda conforme informou o paciente, em sua equipe havia outras cinco pessoas e todas elas escaparam ilesas.

    Houve grande apoio de policiais militares e civis, assim como dos bombeiros. Muitas ambulâncias foram acionadas. O governador Fernando Pimentel e o vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac, entraram em contato com o prefeito de Ipatinga para oferecer ajuda, inclusive disponibilizando helicópteros, que felizmente não precisaram ser acionados.

    Outro fator que contribuiu para que as consequências não fossem mais danosas foi o fato da explosão ter ocorrido no horário de almoço. Pessoas que estavam numa calçada, nas imediações, saíram correndo em desespero, temendo os efeitos do gás, cuja distribuição foi interrompida pela empresa após o sinistro. Alguns operários se machucaram na correria sobre a passarela, procurando abandonar a região.

    A violência da explosão foi tamanha que vidros de janelas e portas foram estilhaçados em vários locais, como uma das portas do templo da igreja Assembleia de Deus no centro da cidade. Comprimida pelo deslocamento de ar do estrondo, até a porta de uma garagem no andar térreo da prefeitura foi amassada e ficou emperrada. O estrondo abalou também algumas janelas de alumínio da Câmara Municipal.

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