Papa cassa bispo que roubou mais de dois milhões dos fiéis

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Papa Francisco aceita renúncia de bispo de Goiás acusado por desvio de dinheiro

José Ronaldo Ribeiro teria utilizado o dinheiro para a compra de uma fazenda de gado e de uma casa lotérica, além de jóias e um celular

O  papa Francisco aceitou nesta quarta-feira (12) a renúncia do bispo de Formosa (GO), José Ronaldo Ribeiro, que é réu por lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica e apropriação indébita. Ele foi detido em 19 de março acusado de desviar mais de R$ 2 milhões dos cofres da Igreja.

Papa Francisco também nomeou um administrador apostólico para comandar a diocese, o arcebispo metropolitano de Uberaba (MG), Paulo Mendes Peixoto, que desde março acumulava as duas funções.

Em março passado, o juiz da 2ª Vara Criminal de Formosa, Fernando Oliveira, aceitou denúncia do Ministério Público de Goiás contra dom José, quatro padres, um monsenhor, um vigário-geral e dois funcionários ligados à administração da Cúria. Os religiosos são acusados de desviar quase de R$ 2 milhões em dízimos da Igreja.

O dinheiro teria sido utilizado para a compra de uma fazenda de gado e de uma casa lotérica em Posse (GO), além de relógios de grife, correntes de ouro e um celular via satélite. Os recursos desviados procediam de dízimos, doações e taxas de batismos e casamento.

As investigações sobre o caso começaram a partir da denúncia de fiéis. Substituição Depois da prisão do religioso, o Vaticano decidiu enviar outro bispo ao município para cuidar de 33 paróquias da região. Desde então Dom Paulo Mendes Peixoto foi designado para a função pelo papa.

De acordo com o Ministério Público de Goiás , a Justiça autorizou a realização de escutas telefônicas que comprovaram a prática de várias irregularidades. Entre o material apreendido na operação estavam documentos, notas promissórias, computadores, joias, relógios, máquinas fotográficas e dinheiro.

Papa Francisco se reunirá com bispos do mundo

Rascunho da nova Carta Magna da Santa Sé já está nas mãos de papa Francisco e ainda passará por uma releitura canônica

Também nesta quarta-feira (12), o pontífice convocou uma reunião com os presidentes das conferências episcopais da Igreja Católica para discutir o tema da “proteção dos menores”.

O encontro, organizado a pedido do conselho de cardeais que ajuda o Pontífice no projeto de reforma da Cúria, o chamado “C9”, ocorrerá de 21 a 24 de fevereiro de 2019, segundo comunicado divulgado pelo Vaticano.

Durante sua 26ª reunião, o C9 manifestou “plena solidariedade” ao papa, acusado pelo arcebispo italiano Carlo Maria Viganò de conivência com os abusos contra seminaristas cometidos pelo ex-cardeal norte-americano Theodore McCarrick.

O conselho foi criado para reformar a Constituição Apostólica “Pastor Bonus”, promulgada por João Paulo II em 1988 e que será substituída pela “Praedicate Evangelium” (“Preguem o Evangelho), nome ainda provisório.

O rascunho da nova Carta Magna da Santa Sé já está nas mãos de papa Francisco e ainda passará por uma releitura canônica. A próxima reunião do C9 acontecerá de 10 a 12 de dezembro.

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