Polícia invade locais de votação para impedir referendo e deixa feridos na Catalunha

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Polícia invade locais de votação para impedir referendo e deixa feridos na Catalunha

Policiais foram enviados para impedir a votação, na tentativa de impedir a consulta proibida pela Justiça espanhola

Governo espanhol reprime votação e forças policiais tentam impedir o referendo

FOTO AGENCIA FRANCE PRESS

A Polícia espanhola recorreu à força neste domingo (1º), na Catalunha, para impedir a realização do referendo sobre a independência, deixando dezenas de feridos, alguns em estado grave. De acordo com várias testemunhas, a Polícia usou balas de borracha.

Os serviços de emergência da Catalunha anunciaram ter atendido, diversas pessoas feridas em intervenções policiais para impedir a realização do referendo de autodeterminação.

Governo espanhol pede ao Executivo catalão fim da ‘farsa’ do referendo

fotos da AGENCIA FRANCE PRESS

Jon Marauri, originário do País Basco, mostrou uma dessas balas à AFP, recolhidas após uma ofensiva policial contra centenas de manifestantes. Cercados pelos ativistas após apreenderam urnas em uma seção eleitoral, os agentes reagiram atirando. David Pujol, de 37 anos, mostrou o ferimento na perna, causado por uma dessas balas.

Diante da força policial, o presidente catalão, o separatista Carles Puigdemont, denunciou “o uso injustificado, irracional e irresponsável da violência por parte do Estado espanhol”.

Segundo ele, a imagem externa do Estado “continua piorando e chegou hoje a níveis de vergonha que vão acompanhá-lo para sempre”.

“Será o Estado espanhol que deverá explicar ao mundo o que fez hoje na Catalunha”, afirmou a presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, depois de votar.

O representante do governo espanhol de Mariano Rajoy pediu “solenemente” ao Executivo catalão que ponha fim à “farsa” do referendo.

“O presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, e sua equipe são os únicos responsáveis por tudo que aconteceu ontem e por tudo que poderá acontecer, se não puserem fim a essa farsa”, declarou o representante para a Catalunha, Enric Millo, em entrevista coletiva.

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