Pré-candidatos à Presidência. Será?

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Nos últimos anos, temos visto no Brasil situações nada agradáveis, tão grande tem sido o número de corruptos no Poder. Pessoas tais têm assumido cargos importantes, mas deixam suas responsabilidades de lado, ficando à deriva, em estado de penúria, diversos setores sociais. Tornou-se comum o crescimento no número de pessoas envolvidas em falcatruas, como a lavagem de dinheiro e intermináveis desvios de verbas, cenário gritante que exige mudanças para que o país seja palco de mais tranquilidade para as pessoas; e, assegurado, o desenvolvimento nacional.

São fatos que também põem em risco a saúde financeira de todos; então, é premente que surja mais emprego, que haja mais estabilidade às empresas no exercício de vendas, fabricação ou serviços. E, mediante esse quadro, ainda considerando ser 2018 ano eleitoral, nos perguntamos sobre as chances que temos de melhoria, levando em consideração os nomes que surgem como pré-candidatos à presidência da República.

Com todo esse estado de coisas torna-se complicado vermos assegurada uma boa  opção para as urnas em outubro próximo. Quase sempre, temos visto serem arrolados nomes de pessoas que se candidataram à Presidência, mas é de entristecer, pois é raro percebermos um que inspire segurança e credibilidade. A lista vai de Geraldo Alkimin, Álvaro Dias, Cristovam Buarque, Manuela D’Ávila, o ex-presidente Lula; Marina Silva a Fernando Collor e Jair Bolsonaro, para citar alguns. Poderíamos, mesmo, confiar em algum desses, cujo nome ainda não apresentou acusações sérias? Se eleito presidente, por nosso voto, não apresentaria um lado obscuro e tétrico a nos decepcionar? Alguns já deixaram rastros bem negativos; já outros, quem sabe!

Vejamos a respeito: o ex-governador do Distrito Federal, 1995 – 1999, Cristovam Buarque, que foi ministro da Educação no primeiro mandado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje é senador pela segunda vez; – o militar da reserva, deputado federal por sete mandatos consecutivos, Jair Bolsonaro, réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal, acusado por uma suposta apologia ao crime de estupro e injúria. Em 2014, Bolsonaro afirmou não estuprar a deputada Maria do Rosário, porque ela ‘não merece”; – o deputado federal constituinte, José Maria Eymael que disputou a presidência da República por quatro vezes, nos anos 1998, 2006, 2010 e 2014, em todas derrotado; exerceu dois mandatos na Câmara, entre 1987 e 1995; – e o senador por Alagoas, dois mandatos consecutivos, Fernando Collor de Mello. Em 1989, tornou-se o  primeiro presidente da República eleito pelo voto direto, após a ditadura militar; em 1992, sofreu processo de impeachment.

A situação preocupa, mas, ao falarmos do meio político, ocorre-nos como foi bom sabermos da operação Lava-Jato: quanta podridão ela possibilitou vir à tona. Bom, se pararmos para analisar, consideráveis vitórias pelo bem do povo foram alcançadas, com vários corruptos indo presos, hoje estão atrás das grades, e importa registrar que, antes, eram  pessoas consideradas de confiança.

Sem dúvida, esses dados, por um lado nos causam certo alívio, pois muita gente desonesta está agora com seus crimes à mostra e, em determinados casos, há quem permaneça preso; por outro, ocorre-nos uma desesperança, pois, mesmo com tudo o que vem sendo mostrado, pessoas sem qualquer ética têm coragem de se inscrever como pré-candidato. Por isso, devemos nos inteirar sempre dos noticiários, conhecer, e muito bem, esses, cujos nomes são anunciados. De alguns, já sabemos, e acredito ser hora de a nação não lhes dar nenhum voto de confiança. Porém, mais que acompanhar as notícias, é preciso pesquisar de fato, conhecer-lhes a história de vida. Afinal, no poder só deverá estar pessoa consciente de que o cargo público é para ser respeitado e que, uma vez nele, deverá agir não em causa própria, mas pelo desenvolvimento do Brasil e por melhor qualidade de vida dos cidadãos.

.                                                                                 Brasília, 30 jan. 2018

                     Margarida Drumond é jornalista, professora e autora de diversos livros, dentre os quais Tempo de saudade, De novo o amor e Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade. Para este ano: “Eu já nasci padre”, biografia sobre Pe. Abdala Jorge, obra que está na pré-edição. Adquira o seu exemplar por apenas R$ 30,00.

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