PSDB continua envolvido, desta vez noMato Grosso do Sul

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A Polícia Federal fez buscas na casa e no gabinete do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do PSDB. A investigação apura se empresas pagaram propina a integrantes do governo estadual.

O governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, que é candidato à reeleição, e o filho dele, Rodrigo Souza e Silva, chegaram à Superintendência da Polícia Federal e não falaram com os jornalistas. O governador foi prestar depoimento e o filho se entregou para cumprir a prisão temporária.

Rodrigo Silva é um dos 14 suspeitos que tiveram a prisão decretada pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com a investigação, o filho do governador Reinaldo Azambuja era peça-chave no esquema de corrupção. O relatório da investigação aponta Rodrigo Souza e Silva como o homem que negociava com empresários que tinham interesse em benefícios fiscais e combinava com eles os valores da propina.

A investigação teve início com a delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS. Wesley disse que pagava propina ao governador em troca de redução de impostos.

Wesley: No Mato Grosso do Sul, só para falar mais um pouco, assim, nós temos conhecimento de que é um negócio generalizado no nosso setor, frigorífico, essa modalidade, não era só nós que tínhamos.

Segundo a PF, pecuaristas simulavam venda de gado à JBS. Eles emitiam notas fiscais frias, recebiam o pagamento e repassavam o dinheiro a Reinaldo Azambuja.

Entre os investigados com mandado de prisão também estão três ex-secretários: Nelson Cintra, Zelito Alves Ribeiro e Márcio Monteiro. A investigação aponta que, de 2014 a 2016, a JBS deixou de pagar quase R$ 210 milhões em impostos. Em contrapartida, diz a PF, pagou quase R$ 70 milhões em propina aos integrantes da organização criminosa.

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